Blog · Menopausa e Climatério
Fogachos na menopausa: por que os calores acontecem e o que ajuda
Por Dra. Lorena Vilela · Ginecologista · CRM 52-126446-0 · RQE 44302
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Aquela onda de calor que sobe do peito para o rosto, de repente, às vezes com suor e o coração acelerado. À noite, o despertar encharcada, trocando de roupa no meio da madrugada.
Os fogachos, ou "calorões", estão entre os sintomas mais comuns da menopausa e afetam a maioria das mulheres nessa fase. Eles têm explicação. E têm tratamento. "Ser da idade" não significa que você precise aguentar sem fazer nada.
Cada caso tem uma conduta.
Se você quer entender o que se aplica ao seu momento, agende uma avaliação. A consulta tem tempo pra você falar de tudo.
Agendar pelo WhatsAppPor que os calores acontecem
Na transição da menopausa, os níveis de estrogênio caem. Essa mudança afeta a região do cérebro que regula a temperatura do corpo, o hipotálamo.
Com menos estrogênio, essa "central de temperatura" fica mais sensível: ela passa a interpretar pequenas variações como calor excessivo e dispara o mecanismo de resfriamento do corpo: vasodilatação e suor. É isso que você sente como fogacho.
Por isso eles chegam de repente, sem aviso, e podem acontecer várias vezes ao dia ou concentrar-se à noite.
O que costuma desencadear
Cada mulher tem seus gatilhos, mas os mais relatados são:
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ambientes quentes e roupas pouco arejadas;
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bebidas quentes, alimentos apimentados e álcool;
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estresse e momentos de ansiedade;
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tabagismo.
O que ajuda
O caminho depende dos seus sintomas, do seu histórico de saúde e das suas preferências.
Ajustes do dia a dia. Reduzir gatilhos, vestir-se em camadas, manter o quarto fresco, cuidar do sono e da atividade física. Ajudam, especialmente nos casos leves, mas nem sempre bastam.
Reposição hormonal. Para quem tem indicação, é uma das opções mais eficazes contra os fogachos. Tem benefícios e contraindicações, avaliados caso a caso.
Opções não hormonais. Importantes para quem não pode ou prefere não usar hormônio. Existem alternativas com evidência, avaliadas individualmente.
Quer entender a fundo benefícios, riscos e mitos da reposição hormonal? Leia o guia completo: reposição hormonal na menopausa — indicações e mitos.
A novidade: o primeiro remédio não hormonal aprovado no Brasil
Em junho de 2026, a Anvisa aprovou o fezolinetanto (nome comercial Veoza) — o primeiro medicamento não hormonal comercializado no Brasil que é desenvolvido especificamente para tratar os fogachos da menopausa.
Ele funciona de um jeito diferente da reposição: em vez de repor estrogênio, age no cérebro bloqueando um receptor (a neurocinina-3) envolvido na regulação da temperatura. Com isso, reduz a frequência e a intensidade das ondas de calor e dos suores noturnos.
Por que isso importa: abre uma alternativa específica para mulheres que não podem fazer reposição hormonal. Por exemplo, histórico de Câncer de Mama (atual ou prévio), dentre outras. É um grupo que, até aqui, tinha poucas opções voltadas justamente para os calores.
Três pontos importantes, para não gerar expectativa equivocada
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Ele trata calores e suores noturnos. Não trata ressecamento vaginal nem previne perda de massa óssea.
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Ser não hormonal não significa que sirva para todas. A indicação é individual e avaliada em consulta, considerando seu histórico e o que você já usa.
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Ele foi aprovado pela Anvisa, mas ainda não está à venda no Brasil... falta a definição de preço. Ou seja: é uma opção que se soma ao horizonte de tratamento, ainda não disponível na farmácia.
O que fica de mais importante: o leque de opções para os fogachos está maior. Existe caminho tanto para quem pode fazer hormônio quanto para quem não pode.
Quando procurar uma ginecologista
Vale marcar uma consulta quando:
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os calores atrapalham seu sono, seu trabalho ou seu bem-estar;
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você quer entender quais opções fazem sentido para o seu caso;
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você tem contraindicação à reposição hormonal e quer conhecer alternativas;
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os sintomas aparecem antes dos 45 anos;
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há sangramento fora do esperado!
Leve uma lista dos seus sintomas, do seu histórico de saúde e das suas dúvidas.
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Perguntas frequentes
Quanto tempo duram os fogachos?
Varia muito: podem durar de alguns meses a vários anos. Por isso o acompanhamento faz diferença.
Todo mundo precisa tratar os calores?
Não. Quando são leves e não atrapalham a rotina, às vezes bastam ajustes. O tratamento entra quando os sintomas comprometem a qualidade de vida e a escolha é individual.
Quem não pode fazer reposição hormonal fica sem opção?
Não. Existem alternativas não hormonais, e o leque tem crescido. O caminho é avaliado caso a caso.
O novo remédio não hormonal já está disponível?
Foi aprovado pela Anvisa em 2026, mas ainda não está à venda no Brasil.
Fogachos podem aparecer antes da menopausa?
Sim. É comum surgirem ainda no climatério, antes da última menstruação.
Cada caso tem uma conduta
Não pode ou não quer fazer reposição hormonal? Existem caminhos... vamos avaliar o que se aplica a você. A consulta tem tempo pra você falar de tudo.
Agendar pelo WhatsAppEste conteúdo tem caráter educativo, baseado nas recomendações atuais das principais sociedades médicas, e não substitui uma consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Revisado por Dra. Lorena Vilela, Ginecologista · CRM 52-126446-0 · RQE 44302 · Av. Visconde de Pirajá, 414, sala 1017 - Ipanema, Rio de Janeiro.