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Blog · Menopausa e Climatério

Menopausa: o que é, sintomas e como cuidar da sua saúde nessa fase

Por Dra. Lorena Vilela · Ginecologista · CRM 52-126446-0 · RQE 44302

Publicado em 14 de agosto de 2026

Mulher madura serena, tomando um café no sofá, representando o cuidado com a saúde na menopausa

"A menopausa costuma vir cercada de receios. Mas a verdade é mais simples e mais tranquilizadora: é uma fase natural da vida, não uma doença."

E, quando os sintomas incomodam, existem caminhos seguros e eficazes para viver bem essa etapa. Nenhuma mulher precisa atravessá-la desconfortável ou insegura.

Este guia explica, com calma, o que é a menopausa, o que muda no corpo e o que pode ajudar, para que você chegue à consulta mais informada e segura.

O que é a menopausa

A menopausa marca o fim da vida reprodutiva. Ela é confirmada quando a mulher completa um ano sem menstruar, e costuma acontecer após os 45 anos.

Vale distinguir três momentos, porque costumam ser confundidos:

O termo climatério engloba essa transição como um todo, da perimenopausa à pós-menopausa. O que provoca os sintomas é a queda do estrogênio, o principal hormônio feminino produzido pelos ovários.

Os sintomas mais comuns

Nem toda mulher sente os mesmos sintomas, e a intensidade varia bastante. Os mais frequentes são:

Ondas de calor (os "fogachos") e suor noturno: o cartão de visita dessa fase.

Sintomas geniturinários: secura vaginal, desconforto ou dor na relação, ardência e sintomas urinários (urgência, infecções de repetição). Tendem a ser crônicos e a piorar sem tratamento.

Sono e humor: insônia (muitas vezes por causa do calor à noite), irritabilidade, ansiedade e tristeza.

Outros: a chamada "névoa mental" (dificuldade de concentração), dores nas articulações e, a longo prazo, perda de massa óssea.

Uma parte importante das mulheres tem sintomas fortes o suficiente para atrapalhar o dia a dia e isso não precisa ser suportado em silêncio.

Como se sabe que é menopausa

Se você tem 45 anos ou mais, com sintomas típicos e mudanças no ciclo menstrual, o diagnóstico costuma ser clínico: feito pela sua história, na conversa com o médico, sem exame de sangue.

Aquela dosagem de hormônios que muita gente pede (o FSH, por exemplo) em geral não é necessária nessa fase e pode até confundir, porque os níveis oscilam muito durante a transição. Os exames ajudam em situações específicas, como sintomas que aparecem antes dos 45 anos ou suspeita de menopausa precoce.

Um lembrete útil: nem toda onda de calor é menopausa. Problemas de tireoide e alguns medicamentos causam sintomas parecidos, mais um motivo para não se autodiagnosticar.

O que ajuda

A boa notícia é que há opções para praticamente todos os perfis. O caminho certo depende dos seus sintomas, do seu histórico de saúde e das suas preferências.

Estilo de vida. Sono de qualidade, atividade física regular, controle do peso e redução do álcool ajudam de verdade, tanto nos sintomas quanto na saúde do coração e dos ossos a longo prazo.

Tratamentos não hormonais. Para quem não pode ou não quer usar hormônios, existem alternativas: medicamentos não hormonais específicos para as ondas de calor, alguns antidepressivos em dose baixa, venlafaxina e a terapia cognitivo-comportamental.

Terapia hormonal. É reconhecida pelas principais sociedades médicas como o tratamento mais eficaz para as ondas de calor, com benefício adicional para os ossos. Não serve para todas as mulheres e envolve escolhas de tipo, via e dose, por isso a decisão é sempre individual.

Sintomas geniturinários: um alívio à parte

A secura vaginal, a dor na relação e o desconforto urinário respondem muito bem ao estrogênio vaginal de dose baixa, que por ter efeito local, praticamente não apresenta contraindicações, inclusive para mulheres que não podem fazer a terapia sistêmica.

Quer entender a fundo benefícios, riscos, mitos e como decidir sobre a reposição hormonal? Leia o guia completo: reposição hormonal na menopausa — indicações e mitos.

Saúde a longo prazo: além dos sintomas

A menopausa também é um bom momento para olhar adiante:

Três mitos que atrapalham

"A menopausa engorda." O ganho de peso nessa fase tem mais a ver com idade e metabolismo do que com a menopausa em si.

"Acaba com a vida sexual." Pelo contrário: tratar o ressecamento e o desconforto tende a melhorar a vida sexual.

"É só esperar passar." Não precisa. Se os sintomas incomodam, há tratamento.

Quando procurar o ginecologista

Vale marcar uma consulta quando:

Leve uma lista dos seus sintomas, do seu histórico de saúde e das suas dúvidas.

Perguntas frequentes

Com que idade chega a menopausa?

Em média por volta dos 45 anos, mas varia de mulher para mulher.

Preciso de exame de sangue para confirmar a menopausa?

Na maioria dos casos, não. Em torno dos 45 anos, com sintomas típicos e mudanças no ciclo, o diagnóstico costuma ser clínico.

Toda mulher tem ondas de calor na menopausa?

Não. A intensidade e o tipo de sintoma variam muito de mulher para mulher. Algumas quase não sentem; outras têm sintomas fortes que atrapalham o dia a dia.

Menopausa tem tratamento?

Sim. As opções vão de mudanças de estilo de vida a tratamentos não hormonais e hormonais, de acordo com os sintomas, o histórico e as preferências de cada mulher.

Sangramento depois da menopausa é normal?

Não. Qualquer sangramento vaginal após a menopausa precisa ser investigado.

Nenhuma mulher precisa atravessar a menopausa em silêncio

Se os sintomas estão atrapalhando a sua rotina, ou se você só quer entender o que faz sentido para o seu momento, vamos conversar. Na consulta avaliamos o seu caso e escolhemos juntas o cuidado que combina com o seu corpo e as suas preferências.

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Este conteúdo tem caráter educativo, baseado nas recomendações atuais das principais sociedades médicas, e não substitui uma consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Revisado por Dra. Lorena Vilela, Ginecologista · CRM 52-126446-0 · RQE 44302 · Av. Visconde de Pirajá, 414, sala 1017 - Ipanema, Rio de Janeiro.